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El Gran Cabaret Porno: Gazeta do Povo, 31/08/11.

1 set

 

Link Gazeta do Povo: Para maiores de 18

 

 

 

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PORNOSUSPENSE – Noite

28 ago

PORNOSUSPENSE – NOITE

Intervenção urbana do ERRO Grupo realizada em Curitiba no dia 10/06/2011.

Criação: ERRO Grupo
Dramaturgia: Luana Raiter e Pedro Bennaton
Atores/Performers: Giórgia Conceição, Henrique Saidel, Léo Glück, Juarez Nunes e Luana Raiter
Direção e Edição: Pedro Bennaton
Filmagem: Pedro Bennaton e Alessandra Haro
Técnico de projeção audiovisual e som: Michel Marques

Projeto Salsichão no Boquerão / Tainha na Prainha

PORNOSUSPENSE – DIA

28 ago

 

PORNOSUSPENSE – DIA

Intervenção urbana do ERRO Grupo realizada em Curitiba no dia 10/06/2011.

Criação: ERRO Grupo
Atores: Juarez Nunes e Luana Raiter
Edição: Pedro Bennaton
Filmagem: Henrique Saidel
Técnico de som: Michel Marques
Participação especial: Cicciolina (Llona Staller)

Projeto Salsichão no Boquerão / Tainha na Prainha

 

ERRO Burla

27 ago

ERRO Burla

Série de 4 intervenções urbanas do ERRO Grupo realizadas no dia 27/03/2011 durante a cartografia em Curitiba/PR.

Projeto Salsichão no Boquerão / Tainha na Prainha

Vi-ver Cu-ritiba.

17 ago

PORNOSUSPENSE – ERRO Grupo

Dia

10/06/2011 – Praça Carlos Gomes

Noite

10/06/2011 – Esquina da Rua Amintas de Barros com a Rua Tibagi

Fotos: Henrique Saidel e Alessandra Haro

PORNOSUSPENSE em Curitiba (Luana Raiter em fotos de Alessandra Haro)

12 ago


ANDAMENTOS ATÉ AQUI

12 jun

A experiência tirada da segunda passagem do ERRO Grupo por Curitiba para o SalsichãoTainha terá sido incrível e esclarecedora. As ações de ativação dos espaços (e possíveis mediações da presença humana através de tecnologias digitais contemporâneas de uso recorrente) cartografados em sua passagem anterior pela capital paranaense englobaram visitas a espaços teatrais oficiais da cidade, praças no centro da cidade e propostas cênicas que buscam problematizar as conexões entre espaços públicos e privados, interferências nos fluxos desses ambientes e propiciar a relação das diversas presenças sociais envolvidas e midiatizadas nesses fluxos. Em uma fria e ensolarada quarta-feira 8/06, a Companhia Silenciosa recebeu o grupo florianopolitano em dia de jogo, Coritiba (3) e Vasco (2), da primeira final da Copa do Brasil. O hotel previsto para a hospedagem (e futuramente para as ações artísticas conjuntas) do grupo estrangeiro havia sido completamente tomado por integrantes da torcida vascaína. Boquiabertos e realocados em outro hotel, dessa vez unicamente para fins sumários de hospedagem mesmo, o grupo aguarda o meio dia do dia seguinte, que é quando o hotel previsto teria seus quartos almejados livres para o ensaio e a confabulação de cúpula das ações. A Companhia Silenciosa entra em contato com o roteiro de ações proposto pelo grupo visitante, intitulado PORNOSUSPENSE. Aforismos relativistas à parte, as “atrizes” (para não citarmos suas outras qualidades, intrínsecas e extrínsecas) da Silenciosa gostam muito do papel de atrizes, tem satisfação e comprazimento naquilo. O ator da Silenciosa também atua como “produtor” (para não nos atermos em suas outras funções sociais ou titulações). Há entre nós o desejo do contato, estamos experimentando a convivência e absorvendo a tainha por algum canto onde a salsicha, agora, não poderá entrar. Sim, nós temos um gráfico de ações! Estamos em terras brasileiras, temos futebol por perto, temos torcidas enlouquecidas e muitas vezes xenófobas. Estamos diante do maior império teatral da cidade, o prédio do Centro Cultural Teatro Guaíra, que a tudo acompanha em silêncio sem nada poder oferecer; pedimos autorização para utilização do espaço para filmagens e parte das ações, que nos foi negada: trata-se, agora, de apenas um lindo teatro antigo e mal cuidado, outrora glamouroso, transformado em edifício de funcionarismo público contemporâneo. Na manhã da quinta-feira 9/06, rumamos todos para uma ação inusitada no Grande Auditório do Teatro Positivo, lugar gracioso, belo e meticulosamente construído para uma grandiosa cena teatral à grega. A equipe gerenciadora deste teatro — privado, vale lembrar — nos autorizou de imediato a utilização de seus espaços internos para a filmagem do vídeo pré-gravado componente do roteiro de PORNOSUSPENSE. Um palco, uma plateia dócil e inexistente, cortinados e veludos apropriados, um tango e uma punhetinha furtiva. Lá fora o frio racha as peles polacas da região. À tarde todos fazemos entrada nos quartos do hotel onde o grupo está hospedado, local de parte de nossas ações programadas para o dia seguinte. Temos contato com a exorbitante quantidade de fiações por onde obteremos energia para o funcionamento de nossa tecnologia, ainda não inteiramente dominada. Também recebemos mais instruções para o funcionamento dos nossos corpos dentro dessas ações, nossos corpos, porém, são de uma tecnologia um pouco mais dominada, talvez porque nos seja inerente, mas só talvez. Nossos roteiros trazem informações como “a verdade está do outro lado”, “o que está longe pode vir a ficar perto”, Cicciolina, pizza, flâmula italiana, áudios do Google Tradutor, cenas de banheiro, dança, higiene pessoal, público dentro de um dos quartos, gente dormindo, camareiras, projeção de imagens íntimas através da janela de outro dos quartos, pratos com leite, bondage, masturbações (intelectuais e físicas), boneca inflável na marquise, atrito físico, denúncias de vandalismo, invasões calculadas, fumaça espetaculosa, Humphrey Bogart, James Dean e, claro, um belo e acintoso salsichão local. Câmeras, computadores e sites de relacionamento social na internet mediam tudo, a tudo olham e a tudo gravam, parodiam tudo, extrapolam tudo e a tudo contem. O PORNOSUSPENSE, realizado com uma hora de atraso (a tecnologia humana também falha), às 19 horas da sexta-feira 10/06, aliviou nossa tensão. Tivemos, com ele, um meio de pôr para fora o tesão grupal recolhido, na primeira ação artística inédita e conjunta realizada entre ERRO Grupo e Companhia Silenciosa depois de oito anos de namoro e rusgas à distância. A gozada foi boa, porém.

No meio dia do sábado 11/06 seguinte, nós nos encontramos relaxados, participativos e opinativos para uma conversa muito esclarecedora dos rumos em questão nesse nosso intercâmbio sulista. Surgiram-nos questões chave como: teatro, performance art, teatro dramático e teatro pós-dramático, lugar de onde se vê, lugar de onde não se vê, reação física ativa do espectador, espetáculo, arte diluída no cotidiano, visibilidade X invisibilidade como posicionamento político, características das funções próprias dos atores, características das funções próprias dos performers, características das funções próprias dos atores/performers, características das funções próprias dos diretores, características das funções próprias dos produtores culturais, características das funções próprias da equipe técnica, características das funções próprias de quem mistura todas as funções anteriores, semelhanças e diferenças no funcionamento interno de ambos os coletivos, machismo, feminismo, sexismo, heterossexismo, gêneros (biológicos e artísticos), sexualidade, delimitação de fronteiras entre linguagens e a subsequente desaparição dessas delimitações fronteiriças. Nosso SalsichãoTainha está crescendo a olhos vistos!

Às 15 horas do mesmo sábado, o ERRO Grupo realizou uma explanação para a comunidade local interessada sobre os temas e as articulações artísticas trabalhados no coletivo desde seu surgimento até seu momento atual. A conversa, de caráter informal, contou ainda com a apresentação de vídeos (demonstração de trabalho) e distribuição de programas de ações artísticas anteriores e mostras dos modos de produção com os quais o grupo trabalha e se relaciona. A Companhia Silenciosa está silenciosa, absorvente, e se prepara para sua próxima passagem pela capital do Estado de Santa Catarina no final da segunda metade do mês de julho próximo, quando realizará seu quinhão das ações artísticas previstas por este projeto. De minha parte (aqui anônima e subversiva) posso dizer que já estamos sentindo falta dessas coisas de que, em tão pouco tempo, somos capazes juntos. Quem viver verá!

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