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Animal Humano e Máquina: Qual presença persevera?

12 mar

Ora, se para Miss Haraway “um ciborgue é um organismo cibernético, um híbrido de máquina e organismo, uma criatura de realidade social e também uma criatura de ficção. Realidade social significa relações sociais vividas, significa nossa construção política mais importante, significa uma ficção capaz de mudar o mundo. Os movimentos internacionais de mulheres tem construído aquilo que se pode chamar de “experiência das mulheres”. Essa experiência é tanto uma ficção quanto um fato do tipo mais crucial, mais político. A libertação depende da construção da cons­ciência da opressão, depende de sua imaginativa apreensão e, portanto, da consciência e da apreensão da possibilidade. O ciborgue é uma matéria de ficção e também de experiência vivida ‑ uma experiência que muda aquilo que conta como experiência feminina no final do século XX. Trata‑se de uma luta de vida e morte, mas a fronteira entre a ficção científica e a realidade social é uma ilusão ótica”, não será mero salsichão – entreposto masculino para a gastronomia turística do lírico devir – a suplantar a presença da tainha e de demais peixes do sul imbuídos  de carga dramática feminina, mas, por outro lado, o que é o feminino se não pura mediação da presença? Masculina, a presença? Universal? Universalizante? Quem engloba o discurso? De onde e a qual tempo se refere? A máquina é masculina? A terra, adubável e revirável, o feminino perdido nas fiações desaparecidas de um qualquer sistema wireless? Ainda não havíamos falado do feminino aqui. Pois a hora é chegada, e irreversível. Nossa tecnologia ultrapassa o fornecimento específico de buracos de diversos tamanhos onde algumas ideias são plugadas e reprocessadas, como criaturas do mundo pós-gênero que somos. Ciborgues porque toda natureza é a um só tempo enfadonha e artificial, e nós amamos a naturalidade das coisas com nosso teatro urbano e social.

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