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Pequena Encheção de Linguiça Textual Pós-Dramática e Pós-Humana Vol. I

7 fev

Em cena: Tempo Cronológico, Fenomenologia, Existencialismo Precoce no Ser e Semântica Ultrapassada trocam ameaças em uma lagoa pública. Vina e Salsicha Defumada 1 observam, caladas, a encenação disparatada e ambulante, que hoje o Mar não está para Peixe. A presença marina, marinha, a lembrança atlântica ultramarina mediada multimidiaticamente que os ventos trazem para a paisagem árida e desgastante tornam tudo muito mais excitante. Fenomenologia tem um momento de pura afetividade durante a locomoção ensebada entre as pernas:

– Vocês cortaram todo o nosso cronograma? :O

O Cronograma Metódico, heideggeriano, parado ao lado, cofia o bigode e permanece calado, do início de tudo ao fim de tudo.

– Não é bem assim, precisamos pensar nos ajustes, na mediação de tudo por tudo, nessa presença que aqui torna tudo mariño e ensolarado, temos que pensar no intercâmbio, na troca, no troca-troca, na troca de tudo, fluidos e valores, na mais-valia. Na possibilidade de os olhos não conseguirem abrir diante de tanta luz espetacular. A luz do espetáculo que se dá aqui nessa sociedade.

– Nós não somos ribeirinhos.

– Enobrecemos o urbano.

Entra a Vara de Pescar, piscando um olho, como se divagasse sobre os “agentes de significado”, mercadorias e corporações. E diz:

– Eu não como essax porcariax industrializadax, não. Peixe a vida inteira, o ômega 3 aqui está na cara de todos, é a lógica do cultural turn. O cu e a boca guelras gasosas. A perversão da sociedade que faz a imagem, a aparência e a representação valerem mais do que o concreto, a experiência e o real

– De tudo há; encerra a Locomotiva Desenfreada, que a tudo percebia sem relatar abuso, sem pensar em besteiras, comedogenicamente, comendo e bebendo da terra e provocando com isso situações, os melhores chupadores da cidade, o concreto é uma situação bem palpável por sobre o mar. A locomoção do globo é uma situação inenarrável, metódica e morosa, como que para reprimir tendências lúdicas primitivas conservadas nas festas populares, sob a forma de escândalo.

Cai o pano de areia.

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